SIGNAL – Review Artístico

Imagem relacionada

Annyeonghaseyo, OTB Sao mida!

Signal! Que música cheio de controvérsias. Pela minha observação em diversos sites, blogs, redes sociais e youtube 50% das pessoas dizem que gostariam de serem surdos para não ter que ouvir isso, enquanto 50% veneram a música como um cântico aos deuses (ou deusas?).

Bom, sinto muito estragar a sua excitação em achar que eu vou responder se a música é boa ou não, pois eu não vou.

Este Review é exclusivamente ARTÍSTICO. Isto significa que eu vou simplesmente estudar, de um ponto de vista artístico, o que foi realizado no MV. Da mesma forma que na sua aula de artes a professora mostrou quadros feitos com triângulos coloridos que todo mundo achava sem graça mas que valiam mais que o seu seguro de vida, eu vou tentar explicar o significado de cada triângulo do MV do Signal.

E este Review será EXTENSO e COMPLICADO. Se você for um ONCE ou THRICE dedicado (que precisa de bons argumentos para gostar/odiar), ou se gostar de música em geral, você vai ler cada linha deste Review. Caso contrário, eu repito, este Review não diz se a música é boa ou ruim e não vai servir para discussõezinhas bestas, então recomendo ir para o Facebook procurar algum flame aleatório e ganhar o seu dia com 20 likes.

Fiéis Onces ou Thrices, um último aviso, se vocês não entenderem as partes “melodia”, leiam só as outras partes. Também vai valer a pena.
Aqui vamos nós~ :]


SIGNAL

*Recomendação: Tenha o vídeo aberto em outra aba, e vá assistindo e pausando a cada parte que nós passarmos.

Twice_ET    O MV tem uma introduçãozinha, onde as meninas são atingidas por algo como um raio e desmaiam. Esta deve ser a explicação para ganharem seus poderes e terem o tema “Super-Poderes” no MV. Mas não se deixe enganar, esse tema só é válido para as personagens, com o intuito de caracterizar e diferenciar cada uma delas. O tema do enredo é outro, que a gente descobre quando a música começa;

Introdução A:

Tentando fazer você perceber
Eu te mando um gesto, te mando um sinal
Eu tenho que fazer você entender
Eu te mando um gesto, te mando um sinal (4x)
Eu tenho que fazer você entender

Música: Baseado em músicas de Rhythm & Blues dos anos 70 (Jackson 5, Stevie Wonder), época também em que a busca pela vida inteligente fora do planeta tinha virado febre (o homem pisou na lua em 1969… dizem que), a música começa com a forma mais atrevida de R&B: Sem melodia no fundo, somente um Rap, para demonstrar ao máximo a capacidade dos rappers. Ou seja, a primeira impressão para quem está acostumado às outras músicas do TWICE que sempre iniciam instrumentalmente é “eehh, que estranho…”. Se você não achou estranho, você deve ter o “Swing” do “R&B JYP” no sangue.

TWICE_SIGNAL_M_V

Peça: As meninas, colegiais, super confiantes, pulando e fazendo baderna pelos corredores, encontram um garoto que é tão perfeito que “parece ser de outro mundo”. Como todas as meninas nessa época da vida, não importa em que ano ou lugar, elas querem romance e vão tentar fazer o romance acontecer… e não irão conseguir. Ou seja, o tema da música é “amor platônico”. O bom e velho amor platônico, quem nunca? :]


Intro B

Eu te mando um gesto, te mando um sinal
Mas não funcionam nem um pouco
Eu te dou um olhar e continuo atirando sinais
Mas você não consegue entender
Você realmente me deixa frustrada
Eu não sei realmente o porquê
Mais uma vez eu junto coragem
Eu te mando um gesto, te mando um sinal

Música: Normalmente, aqui seria o início da música, mas nós fomos enganados. A harmonia ainda não começa, alguns “Hey” e bumbos no fundo fazem o ritmo, e a Mina e a Momo entram com um Rap. Ou seja, a música está AGORA na introdução, fazendo com que a “Intro A” seja praticamente uma trilha de fundo. Isto reforça a sensação de “eehh, que estranho”. A marcação ainda está devagar, contrariando a sensação de BPM passado pelos outros MVs do grupo.

Peça: Elas começam a tentar chamar a atenção do ET, seja exibindo seus poderes, usando seus poderes no “alvo” ou só com seus carismas mesmo. Sempre sorrindo e confiantes, como se fossem o gás da coca. (Vídeo anos 70, comentário anos 70)

SIGNAL_MOMO1signal_mina

Personagens: A Momo, dançarina principal do grupo, fica com o poder de velocidade; nada mais justo para a dançarina que impressionou a todos na “Versão Dança” da música com movimentos rápidos, grandes e precisos em uma coreografia exigente. A Mina fica com o poder de hipnose: apesar de ser a mais tímida do grupo, ela sempre aparece nos momentos mais delicados / sentimentais dos MVs (TT / Knock Knock) , hipnotizando quem assiste com um simples olhar para a câmera.


Verso 1

Não importa qual olhar, gesto ou expressão eu faça
Não adianta, nada funciona
Você simplesmente não entende isso, entende?
O que mais eu posso fazer para expressar como eu me sinto

Música: Finalmente, aqui começa a harmonia. Com alguns toques de baixo para a Jeongyeon, seguidos por alguns efeitos para a Chaeyoung, a duo “No-Jam” abusam do controle de timbre para dar a sensação de indignação e mesmo “sassyness” com “Vocal Fry” [eu avisei que ia ser complicado]. A melodia também deixa bem claro como será o restante da música: Ela não é a clássica música atual (isso, clássica-música-atual) que funciona como uma montanha-russa: “Sobe, sobe, sobe até o refrão e aí o refrão é sóóó alegria!”;  mas um R&B que deve ser apreciado como um todo, como um passeio de barco em um lago. Para entender o que isso significa, eu sugiro balançar o corpo e estalar os dedos enquanto escuta a música, em vez de ficar assistindo e esperando pelo “momento WOW” dela.. Que não virá. Não é esse tipo de música.

Peça: Convenhamos, mesmo que não soubesse a letra, não tem como não gostar das expressões da Jeongyeon, e sabendo a letra as expressões ficam melhores ainda. Isto, seguidos pela mordida nos lábios da Chaeyoung são ótimos motivos para achar as atuações consistentes e satisfatórios.

Signal_JeonSignal_Chae

Personagens: Como a desenhista do grupo, a Chaeyoung não só tem coordenação e destreza o suficiente para fazer as bolinhas flutuarem com precisão, mas também desenha um coração com elas. Ainda bem, já que eu achei que ela ia jogar as pedras no ET na primeira vez que assisti o vídeo…


Ponte 1

Não notei isso no começo, mas
em algum momento eu passei a realmente gostar de você, bobo
Como você pode ser tão lerdo
Quando você vai parar de ser tão obtuso
Me tratando só como uma amiga
Não é isso que eu quero

Música: Aqui tem o “strike” da música: Eles colocam a Vocal Principal ao mesmo tempo que duplicam a velocidade do marcador de tempo e colocam uma guitarra, gerando um impacto gigante por estar saindo de 60 segundos de rap para a música harmônica. O impacto só fica maior quando eles colocam a Face em seguida, que também é Lead Vocal. Aqui também está uma das poucas “montanhas-russas” da música, e por isso várias pessoas que gostam dos outros MVs conseguem se identificar mais com esta parte. A primeira parte é cantada com poucas palavras e devagar, enquanto a segunda é rápida e cheia de palavras com um freio no final.

Peça: A Jihyo fica sentada no carro, como se não ligasse para o ET já que não se levanta para ver pela janela; porém ela consegue ver através da parede, passando de “um amor por brincadeira” em que a menina simplesmente está em um desafio de conquistar um garoto; para um “amor real”, em que ela não consegue evitar de ficar olhando para o crush, como está na letra desta parte. A Nayeon encontra o ET e, vendo que a abordagem dela não está conquistando ele, usa seu poder de voltar no tempo para fazer várias e várias abordagens diferentes esperando que alguma funcione. Pela expressão que ela faz no final, não funcionou.
Por aqui, elas já começam a ficar frustradas pelas tentativas de seduzir não estarem funcionando, fazendo mais expressões emburradas.

Signal_JihyoSignal_Nayeon

Personagem: A God Jihyo é a líder do grupo, a que tudo sabe e tudo vê, inclusive através das paredes. É o mínimo que ela precisa conseguir fazer para cuidar de um grupo desses. A Nayeon é a integrante de um grupo de Idol do KPop com o maior valor (“mais cara”) atualmente, por fazer todos os shows, programas e atuações como se já tivesse feito tudo várias vezes; por isso tem o poder de “voltar no tempo”, o que explicaria como ela faz para ser tão perfeita.


Refrão 1

Eu te mando um gesto, te mando um sinal
Tzz Tzz Tzz Tzz
Eu quero você, eu quero você
Por que você não responde?
Sempre que eu te vejo, eu te mando meu coração
Tzz Tzz Tzz Tzz
Estou esperando por você, é tudo tão óbvio
Por que você não entende?

Música: Diferente das músicas atuais, o refrão não entra estourando com um ritmo, harmonia ou quantidade de efeitos diferentes; ele simplesmente da continuidade à ponte. Isto é estranho para nós, que estamos acostumados com o refrão ser o ápice da música. Porém, no R&B, a música não pode variar drasticamente pois isso faria com que os “estalos do dedo” tivessem que parar ou se adequar ao novo ritmo. Seguindo esta lógica, a música nega aos ouvidos contemporâneos a “explosão” da entrada no refrão, e nos obriga a nos contentar com meio-tempo de pausa, que, na verdade, podem ser muito bem sentidos. Se você não encontrou esse meio-tempo de pausa, então você não está estalando os dedos e balançando o corpo.

Peça: Iniciar o Refrão com a Visual do grupo é um golpe crítico. Como fazer para não gostar do sorriso de fechar os olhos da Tzuyu? E pra terminar com um golpe fatal, a Sana entra com a voz nasal e doce dizendo que está nos dando o coração dela. Ahhh… Anjos existem…
Aí, nós temos o “Tiri Tiri Tiri Tiri”. Ahh… todos sabemos que isto é para viralizar e virar mania entre os jovens. Talvez esse Tiri Tiri não seja tão chamativo quanto o “Shy Shy” ou o “TT”, mas admita: Antes de viralizarem, você sabia que eles iam viralizar? A diferença entre antes e agora é que nós sabemos o motivo do “Tiri Tiri” estar ali. E com isso, eu quero dizer que o valor artístico desse Tiri Tiri não é menor que um TT ou Knock Knock ou Shy Shy. O que é maior é nossa consciência da existência e propósito dele. Tendo dito isto, o Tiri Tiri é um movimento diferente, novo e bem implementado na música em seu significado e execução. Viralize ou não.

Signal_TzuyuSignal_Sana

Personagens: A Tzuyu tem o poder da força. Na minha opinião, por ela ter superado vários dramas na carreira dela desde que ela entrou no Sixteen com 16 anos, seja o problema da bandeira ou o constante “ela só é bonita, não canta nem dança” entre outros. Mas aí o OTB Thiago me contou que ela ganha de todas as outras TWICEs na queda de braço. A razão dele é mais engraçada, acreditem na razão dele.
A Sana tem a capacidade de ficar invisível, muito provavelmente por as vezes você olhar para o lado e ela estar ali perto de você, e quando olhar de novo ela não estar. Por ela ter se enroscado em alguma coisa ou caído. Eu, pessoalmente, consigo imaginar isso sem esforço.


Introdução A:

Tentando fazer você perceber
Eu te mando um gesto, te mando um sinal
Eu tenho que fazer você entender
Eu te mando um gesto, te mando um sinal

Música: É a mesma que o início, como várias partes “Instrumentais” das músicas R&B entre o refrão e o verso seguinte, demonstrando que a Dahyun é basicamente o “instrumental” da música, o que reforça que a Intro B seja a verdadeira introdução (mas ainda tem mais dois motivos).

Peça: O cenário e as roupas mudam, para incorporar o tema “Retrô” da música. As meninas usam roupas anos 70 com televisões-caixinhas no caminhão. No fundo, alguns prédios futuristas são mostrados, para reforçar o tema “ET”.

Signal_Daehyun

Personagens: A Dahyun fica se multiplicando, que é a única explicação possível para ela conseguir aparecer em todas as câmeras da JYPE; e para ela ter tanta energia também, sendo que ela é a “moodmaker” do grupo que basicamente só tem moodmakers.

Obs: A partir daqui não tem mais Gif, os Gifs são só para ajudar quem não sabe o nome das integrantes, mas a página pode ficar muito pesada se forem colocados muitos.


Verso 2

Quando eu sorrio para você, você realmente deveria notar
Que isso acontece muito para ser uma coincidência
Quando eu converso com você, você realmente deveria notar
Como eu sempre estou a sua volta

Música: A “Introdução 2” não é cantada, nem tem um rap. Isto deve-se ao fato de grande parte da música, principalmente o início já ser o rap. Porém, o que vai acontecer a partir de agora é somente a repetição de tudo que já aconteceu. Eu me pergunto se não seria interessante ter um “Rap” diferente aqui em vez do verso comum ou um Dance Break em algum ponto. Individualmente por partes, o estudo da música já acabou.

Peça: Aqui é repetição do que já aconteceu: As meninas estarão exibindo suas roupas Retrô em um ambiente anos 70. A Jeon é afetada pelo próprio poder, como a Mina no começo do MV, e a Mina continua acariciando coisas desde o TT. No fundo, letreiros escritos “Alien” e com símbolos de ETs reforçam o tema.

Personagem: A Jeongyeon… ok, eu não sei o motivo dela parar o tempo. Proponho colocar a melhor ideia que encontrar nos comentários aqui. (com o devido crédito. Mas termine de ler o post antes!)
Edit: Nas palavras do(a) usuário(a) “Dane”, “Sobre a Jeongyeon, eu acho que o motivo do poder dela é por ela ser uma pessoa organizada e aficionada por limpeza e quem depois de arrumar a bagunça não gostaria de parar o tempo pra tudo continuar no seu lugar e a bagunça não voltar?”.  Eu acabei de ver ela falando isso no Weekly Idol mas não tinha feito a conexão, obrigado Dane!


Ponte 2

Não notei isso no começo, mas
em algum momento eu passei a realmente gostar de você, bobo
Como você pode ser tão lerdo
Quando você vai parar de ser tão obtuso
Me tratando só como uma amiga
Não é isso que eu quero

Música: Repetição.

Performance: Retrô, Roupas antigas, coisas antigas, placas de promoção, perseguição ao ET que continua a ignorar elas. As meninas tão cantando esse monte de coisas tristes enquanto sorriem e fazem brincadeiras, provando que não importa o quão triste uma mulher esteja, se ela estiver em uma loja cheio de promoções o humor dela melhora.
Ué, se não é isso que significa, o que é? Não fui eu que escrevi o roteiro não, não adianta ficarem bravas comigo…
A propósito, esta cena tem os “Easter Eggs” do MV. Se bem que é estranho chamar de Easter Egg quando só falta ter uma placa escrito “Easter Eggs” em cima deles…


Refrão 2

Eu te mando um gesto, te mando um sinal
Tzz Tzz Tzz Tzz
Eu quero você, eu quero você
Por que você não responde?
Sempre que eu te vejo, eu te mando meu coração
Tzz Tzz Tzz Tzz
Estou esperando por você, é tudo tão óbvio
Por que você não entende?

Performance: Aqui nós podemos assistir a dança, que começa com vários movimentos laterais super anos 70, seguidos pelos braços peguntando “porquê” ligeiramente para baixo (provavelmente pensando no ponto de vista dos fãs que estiverem abaixo do palco), seguidos pelo movimento de cabeça e rotação da mão, que também são anos 70, deixando a dança principal da música bem “temática”. O restante da coreografia são os corações enviados no verso “sempre que eu te vejo, eu te mando meu coração” e o reforço para o “Tiri Tiri”.


Coda

Tzz Tzz Tzz Tzz
Por que você não responde
Tzz Tzz Tzz Tzz
Por que você não entende

Música: Entre o “Refrão 2” e a “Intro B” caberiam mais um “Verso especial”, um “Refrão 3” para só então terminar na “Intro B” (este é o formato de TODOS os outros MVs de TWICE). Porém, contrariando a fórmula do sucesso da TWICE até agora, é só isso: Uma ponte e fim. Esta é uma das mudanças no arranjo mais estranhas, visto que todas as outras músicas foram bem aceitas no formato “TWICE”. Isto tem sua beleza: Cantar o refrão uma vez a menos demonstra maior confiança no conteúdo da música, em vez de na constante repetição de uma mesma mensagem.

Performance: Tiri, Tiri, Tiri, Tiri~


Intro B

Eu te mando um gesto, te mando um sinal
Mas não funcionam nem um pouco
Eu te dou um olhar e continuo atirando sinais
Mas você não consegue entender
Você realmente me deixa frustrada
Eu não sei realmente o porquê
Mais uma vez eu junto coragem
Eu te mando um gesto, te mando um sinal

Música: E aqui no final, a Intro B é cantada. Sabe como os R&B terminam com as intros? Então, este é o meu último argumento. Por via das dúvidas, eu deixei a Intro A como “Intro A” em vez de “Instrumental”. Afinal, está sendo cantada pela Dahyun… mãs… é, também evitei separar o “Hook” (Signal bunê~), por simplicidade.

Peça: O garoto tão bom que parece ser de outro mundo vai embora. E no final, elas encaram a câmera, e viram meninas de outro mundo; já que para nós, que estamos do outro lado da câmera, elas são de outro mundo (por bem ou por mal, dependendo de se você é Once ou Thrice). A mensagem, dependendo de quem está vendo, pode ser “você também pode ser de outro mundo para alguém, só que só presta atenção em quem VOCÊ acha de outro mundo” e “Somos todos de outro mundo, só não sabemos por ficarmos olhando o quanto os outros são de outro mundo”; mas depende de VOCÊ querer levar uma lição de moral de um MV de TWICE ou não.


Nota Final:

Melodia: O que o JYP tentou fazer nessa música é empurrar o “R&B” (que a Beyonce canta com aqueles maiôs) para um concept de amor platônico cute (de meninas colegiais inocentes). Corrijam-me nos comentários com nomes de músicas se eu estiver errado, mas eu não costumo esbarrar em músicas assim. Pode ser por ser um concept que não tem como funcionar? Talvez. Mas, artisticamente falando, não há nada mais interessante que o que ainda não foi explorado. Por esse ponto de vista artístico, eu, artísticamente, aplaudo a ousadia de todos os envolvidos.
Porém, algumas “inseguranças” me vieram na cabeça. A peça está ótima por si só, mas não há espaço para melhora? Quero dizer, a música é ótima para dança, e a Momo está na melhor forma possível além deste ser o tipo de música que ela dança bem. Por que não tivemos um Dance Break? Além disso, só dois refrões e nenhum “verso especial” entre o segundo e um terceiro refrão é realmente a melhor forma de compor atualmente? Apesar do motivo que eu dei na Review para isso ser plausível, eu, pessoalmente, ainda acredito que não seja a melhor saída.

Peça: É uma estória de um amor platônico, entre admiradoras e um garoto tão bom que “parece de outro mundo”. Não há nada de novo nisso, nem de velho, o amor platônico nunca vai sair de moda enquanto as pessoas forem pessoas. No final, tem uma lição de moral. Foi conectado o estilo da música com os acontecimentos da época, bem como o estilo das roupas, construções e objetos, misturando-se algumas coisas de “espaciais” no meio. Tudo se encaixa perfeitamente, bem como a execução das cenas e a adição de super poderes para cada uma delas, criando algumas cenas divertidas (algumas mais que as outras) e moderadamente interessantes. Porém, essas cenas com super-poderes poderiam ter sido mais interessantes. Algumas cenas sem graça ou a repetição são compreensíveis, visto a natureza “musical” da peça.

Personagens: O concept “Anos 70” e “ET” são iguais o concept “Sobrevivente” e “Zumbi” do LOA, só estão lá para enfeitar. Mas se tratando de arte, o “enfeitar” é absolutamente importante. As roupas utilizadas são roupas muito fora de moda, e para as personagens serem realmente chamativas, os grupos que tentam este concept seguem uma das duas regras: (1) Cabelo super estilizado ou (2) Vestidos super curtos e/ou brilhantes. No final, as TWICEs não usam nenhum dos dois, preservando uma imagem “Nós somos as TWICEs, e nós somos assim”. Infelizmente, esta abordagem diminui o impacto visual delas principalmente para quem é de fora da comunidade Once; mas eu, pessoalmente, não gostaria de ver elas com cabelos anos 70 nem com vestidinhos curtos. Este é um ponto artisticamente debatível, visto a natureza “fresh” e “natural” da aparência das TWICEs.
Todas são ótimas atrizes (não tendo nenhum momento “awkward” nas cenas), ótimas dançarinas (Dançar em semi-colcheias… quem me dera…), e, neste MV, estão ótimas no timbre de gravação (este é o MV certo? não o Live, certo? Que fique bem claro.) Porém, existem pontos para se melhorar, principalmente relacionado ao impacto visual delas no MV. Idéias simples, como a Mina ter um pêndulo no pescoço por hipnotizar, ou a Dahyun ter aparecido duplicada em outras cenas fariam delas mais memoráveis principalmente em relação aos poderes de cada uma. Como Once ou Thrice, a gente já conhece elas. Mas este é um julgamento imparcial.

Observações Artísticas Gerais
MV consistente, mas muito, MUITO diferente dos outros MVs do grupo. Isto faz com que pessoas que gostavam dos outros MVs possam não gostar deste; bem como pessoas que não gostavam dos outros MVs possam gostar deste.
Além disso, as músicas R&B exigem um tipo diferente de “feeling” para serem apreciadas.  Isto não tem a ver com “qualidade”, mas com “gosto”. O início sem harmonia te incomoda? Então, músicas que iniciam sem harmonia não são do seu gosto. PORÉM, isto não significa que este detalhe em específico seja ruim, só que são apreciadas por pessoas com outro gosto.Se colocar esses detalhes em uma música título do TWICE é certo ou errado em relação ao Marketing devido a quantidade de pessoas que vão gostar/desgostar da música não é relevante para este Review.

E é isso. Daqui para baixo são mensagens e coisas para tratar dos ONCEs e THRICEs. A análise artística termina aqui.

Espero que você, ONCE ou THRICE que leu com afinco todo o texto tenha aprendido algo sobre música e arte, como eu também aprendi enquanto escrevia.
Espero também que tenha se divertido como eu me divertido escrevendo o Review e, mais importante, tenha entendido que a arte é para todos, mas nem toda arte é para todos. E isso não tem a ver com qualidade.

Por ter lido todo esse Review que fiz com muita dedicação e carinho para os ONCEs e THRICEs, KANSAMNIDA! :3
– OTB Sao.



Considerações finais:

1 – ESTE REVIEW É UM PONTO DE VISTA ARTÍSTICO DO MV “SIGNAL” DO GRUPO “TWICE”. Não relacionado a Marketing (a música vai ser famosa ou não), nem a lucratividade (a música vai render ou não), nem a viralidade (o tiritiri vai pegar ou não). Este Review olha a obra de arte a frente, e diz o que há de bom e ruim em cada uma das cenas e atos, em cada grupo de compassos que formam um verso ou refrão, e nas personagens. Os 4 pilares restantes da arte contemporânea (Tema, Linguagem, Ritmo e Espetáculo) não são tratados diretamente, mas estão indiretamente presentes na Review.
2 – ESTE REVIEW NÃO UTILIZA METADADOS EM SUA REVIEW ARTÍSTICA. só dois meses para fazer o vídeo? não é problema meu. Fez várias músicas que ficaram no top do iChart e agora não segurou o all-kill nem um dia? não é problema meu. Isto é uma análise da obra de arte que esta na minha frente e nada mais.
3 – ESTE REVIEW ESTUDA AS TWICEs COMO AS PERSONAGENS. Não a persona que ela interpreta, mas ela. Ações relevantes ao enredo são separados na “Peça”.
4 – ESTE REVIEW NÃO É COMPLETO. Para ser completo, seria necessário um texto do tamanho deste Review para CADA PARTE; 1 pra Introdução, 1 pro Verso, e assim por diante. Este Review é só uma compilação das partes mais importantes.
5 – O CRIADOR DESTE REVIEW É ONCE. NÃO OBSTANTE, O REVIEW NÃO FOI PUXADO PARA NENHUM LADO. Pls, olha o quanto que eu escrevi, são 4080 palavras… Eu não escreveria isso tudo para fazer um trabalho meia-boca né? .-.

Anúncios

15 comentários sobre “SIGNAL – Review Artístico

    • Sao disse:

      Kkk, o começo explica bastante sobre a ligação entre a melodia, o concept das roupas e a coreografia~ Dá para gostar mais só de notar isso mesmo. MAAS espero que tenha lido tudo~ =p

      Curtir

  1. Ann disse:

    Olha, achei muito legal a review, não entendo muito sobre música mas a parte do refrão é impossível não ficar na cabeça. Esses dias estava assistindo novamente e não é que o refrão me pegou. A estranheza inicial foi pelo início falado

    Curtido por 1 pessoa

    • Sao disse:

      Obrigado por ter gostado da Review! A parte do refrão é sempre um forte do TWICE; esse passa menos impressão por ser realizado sem “stress”, como gritos ou agudos; mas se você acompanhar o “swing” da música, você notará que o refrão tem o mesmo potencial de cravar na sua cabeça por completar toda a mensagem da música com uma melodia amigável e convincente; além de ter os dois “Points” da música, o “Tiri Tiri” e os corações. Ou seja, vai te prender como todos os outros refrões de TWICE!

      Curtir

  2. Toni disse:

    Eu gostei da música justamente por eles terem dado uma mudada também curti o MV delas achei o lance do alien legal pra caramba e fiz até a analogia daa roupas antigas delas e sobre o alien

    Curtido por 1 pessoa

    • Sao disse:

      Boa observação! Terem combinado as roupas anos 70 com os Aliens foi uma jogada inteligente para demonstrar que o MV não teve só um concept “jogado” nele, mas estudado para combinar a arte visualmente, tematicamente e musicalmente!
      Tentar mudar o estilo musical de um grupo é sempre uma aposta arriscada. Pessoalmente falando, eu adoro quando as empresas e os grupos arriscam, como você também parece curtir!

      Curtir

  3. Dane disse:

    Sobre a Jeongyeon, eu acho que o motivo do poder dela é por ela ser uma pessoa organizada e aficionada por limpeza e quem depois de arrumar a bagunça não gostaria de parar o tempo pra tudo continuar no seu lugar e a bagunça não voltar?

    E sobre o mv, eu gostei, mas achei que podia ser melhor de todas as formas. A música é importante por dar início a uma mudança que o grupo estava precisando desde knock knock.
    No fim eu acho que vai dar bom e as garotas vão ousar cada vez mais sem perder o brilho de sempre.

    Curtido por 1 pessoa

    • Sao disse:

      Ótima conexão entre a Jeon e o poder dela; acabei de ver ela mencionando isso no Weekly Idol mas nem pensei nisso~ Adicionado no post, obrigado!

      O “Approach” dos compositores na música foi um tanto quanto “conservador”; e se você considerar que o JYP estava no comando, não é de se estranhar. Porém, “conservador” e “girl group” são duas palavras que não tem agradado a ninguém, entre todas as discussões de “concepts sobre-usados” ou até mesmo “plagiarismo”. Várias partes artísticas (como a definição das personagens, continuidade e clareza do enredo) também ficaram mais “abstratas” do que eu consideraria 10/10.

      Porém, como o “Review” era para ser impessoal, eu só expliquei o que estava na obra, e tentei falar o mínimo possível sobre o que senti falta nela. Porém, entendo o que quer dizer com “achei que poderia ser melhor de todas as formas”.

      Sua consideração final também é certeira: durante o Debut no Japão os compositores terão o devido tempo para, juntamente com o departamento de Marketing (e não com o JYP), criar um título que não seja somente bom, mas também agradável para o mercado atual.

      Obrigado pelo comentário Dane!

      Curtir

  4. Yuri disse:

    Muito bom o “Review”! Parabéns. Entendo bem sobre música e seus detalhes foram excelentes. Poderia ter colocado mais características, mas acho que ficaria muito complexo para um leitor leigo. Mesmo assim, foi o melhor “Review” que eu li, e concordo muito com você… Desejo parabéns por ter gastado seu tempo fazendo um belo “Review” desses!
    😀

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s